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As Melhores Atrações de Cracóvia na Polônia

As Melhores Atrações de Cracóvia na Polônia

Cracóvia, ao sul da Polônia é uma cidade jovem, enérgica, repleta de história e lindas atrações. Próxima da fronteira com a República Tcheca e distante apenas três horas de trem da capital Varsóvia, é um destino imperdível quando se visita o país. Sugiro que você dedique pelo menos três dias inteiros por lá. Nesse post você descobre o que fazer em Cracóvia.

O passado de Cracóvia

O passado de Cracóvia é carregado de tristes histórias. Primeiramente, foi condenada pelo nazismo e a perseguição aos judeus. Em seguida, sofreu nas mãos do Regime Soviético e, consequente à essa ocupação, se viu envolta à Guerra Fria. Dessa forma, a cidade foi obrigada a reinventar-se diversas vezes. 

Cracóvia foi duramente castigada pelo comando nazista que invadiu a Polônia em 1939. Suas construções foram destruídas severamente, mas pior que isso, a cidade viu sua população judaica ser praticamente exterminada. O exército alemão ergueu altos muros da noite para o dia e obrigou os judeus poloneses a se mudarem para esse perímetro delimitado em uma região da cidade. Nascia o chamado Gueto de Cracóvia, espremendo pessoas em espaços minúsculos e vigiados. O principal objetivo dos guetos era bloquear qualquer contato entre os judeus e o mundo exterior. Na maioria das vezes, esses cidadãos eram enviados diretamente aos campos de concentração . 

Hoje em dia Cracóvia espalha uma energia jovem e alegre. A cidade conseguiu reestruturar seus bairros e está em constante crescimento. Além disso, é reconhecida como a capital cultural e artística da Polônia. 

Cidade Velha de Cracóvia

A Cidade Velha de CracóviaStare Miasto é a combinação perfeita entre ruas e casinhas charmosas, com prédios históricos e monumentos importantes. Por lá também estão lojas, restaurantes e cafés. A região foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1978. O passeio pela Cidade Velha se inicia na bela e enorme Praça do Mercado (Rynek Glówny). 

Praça do Mercado

A Praça do Mercado de Cracóvia é a maior praça medieval da Europa, contendo 40 mil quilômetros quadrados. Desde sua origem – século 13 – foi tida como o local mais importante de Cracóvia, tendo um significado social e cultural fundamental. Nesse sentido, o centro da praça foi palco para grandes cerimônias e celebrações. No entanto, nem só de bons momentos é feita sua recordação. Pois, serviu também, como local para execuções públicas e no período da ocupação nazista, foi renomeada como Adolf Hitler Platz. 

Construções históricas, igrejas e casas burguesas fazem parte do seu entorno. Um dos locais mais visitados pelos turistas é o Sukiennice, o antigo Mercado de Tecidos, que também data do século 13 e hoje funciona basicamente como local para lembrancinhas e souvenirs. Mas, atenção! Os preços costumam ser altos. Por isso, prefira as lojas nas ruas adjacentes à praça, já que você encontra os mesmos objetos por preços melhores. 

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Saindo do Sukiennice você encontra a Torre da PrefeituraWieza Ratuszowa. Ela tem 75 metros de altura e, na realidade, é a única parte remanescente da antiga Prefeitura de Cracóvia. É possível subir os 100 degraus até seu topo. Lá no alto, a partir de um observatório, você tem uma bela vista da Praça do Mercado. Fato curioso é que a torre está levemente inclinada (são 55 centímetros), resultado de uma tempestade forte no ano de 1703. 

Praticamente ao lado da Torre da Prefeitura está a escultura de Eros Vendado, uma cabeça enorme feita de bronze. A obra é do artista polonês Igor Mitoraj, conhecido por representar as fragilidades da psique humana em seus trabalhos. 

Basílica de Santa Maria

Assim que você acessa a Praça do Mercado, você se depara com a linda Basílica de Santa Maria. Construída no século 14, chama a atenção na sua fachada as suas duas torres, uma maior que a outra. A Basílica de Santa Maria possui vitrais coloridos e um estilo caracterizado como gótico polonês. Já no seu interior, você encontra um altar de madeira com 12 metros de altura (considerado o maior da Europa). Neste altar são retratadas diferentes cenas da época medieval

Voltando às torres da basílica, elas representam a história de devoção e ciúmes de dois irmãos, cada um deles teria construído um dos campanários. Porém, quando o trabalho de um dos irmãos começou a se destacar, o outro com inveja, o assassinou. 

A torre mais alta – Hejnalica – é de onde você escuta o som de uma trombeta de hora em hora. Essa melodia se chama “hejnal” e é interrompida subitamente. Isso ocorre em memória ao trompetista, que foi morto tentando avisar a população de uma invasão na cidade. 

Próximo da basílica está o monumento em homenagem ao poeta polonês Adam Mickiewicz. E mais adiante, você encontra a pequena Igreja de São Adalberto. De tão simples, ela pode facilmente passar despercebida durante seu passeio ao Centro Histórico de Cracóvia. Apesar disso, ocorrem missas semanalmente nela, que é a igreja mais antiga da Polônia. 

Portão St. Florian e Barbican

O Portão St. Florian é o mais famoso dos oito acessos para a Cidade Velha de Cracóvia. Construído no século 14, é a partir dessa porta que se inicia a Rota Real da cidade. A rota, que termina no Castelo de Wawel, era o principal caminho adotado pelos monarcas para circular de um ponto a outro de Cracóvia. A rua Grodzka é a principal do trajeto e ainda hoje, muito popular para o comércio. 

Ligado às muralhas que envolvem a Cidade Velha e ao Portão St. Florian, está o Barbican, um posto avançado e fortificado que servia como torre de defesa da cidade. A fortaleza circular, erguida em 1499, com pedras e tijolos, é considerada uma obra-prima da engenharia militar medieval. 

Agora, se você curte arte e mais ainda, Leonardo da Vinci, preste atenção! Ao lado do Portão St. Florian está o Museu Czartoryski, localizado em um antigo palácio e fundado pela princesa Izabela Czartoryska em 1796. A principal obra exposta no museu é o quadro de Da Vinci, “A dama com Arminho“. Então não deixe de visitá-lo.

Para fechar com chave de ouro seu dia pela Cidade Velha, uma volta ao parque Planty vale a pena. O Planty é uma área verde que circunda essa região de Cracóvia. Com 21 hectares de área, o parque foi construído onde antes estavam as muralhas de defesa da cidade.


Kazimierz

Rio Vístula

O bairro de Kazimierz fica na região mais alegre de Cracóvia. Onde a vida noturna acontece, mas engana-se quem pensa que durante o dia não tem o que ver e visitar por lá. Kazimierz era aonde os judeus poloneses viviam antes de serem confinados no gueto e posteriormente, enviados aos campos de extermínio. E atualmente, depois de revitalizado, galerias de arte, bares e feiras são populares nos seus arredores.

O ideal para conhecer bem essa área da cidade é a realização de passeios gratuitos a pé – chamados de Free Walking Tour. Pois nesse tipo de programa, você consegue sentir a essência das ruas e se aprofunda mais ainda na história de cada uma das construções que formam o bairro. Além disso, minha sugestão é que você reserve uma noite para conhecer algum barzinho ou restaurante.

Por se tratar do antigo bairro judeu da cidade, no local encontram-se sete sinagogas – que você pode visitar – e o Museu Judeu Galícia – em memória as vítimas do Holocausto. Além dessas atrações, a Plac Nowy é uma praça onde acontece um mercado de comidas e artigos de segunda mão. 

Após conhecer as ruas e histórias de Kazimierz, atravesse o rio pela ponte Bernatek. Construída em 2010, se destaca entre as passagens sobre o Vístula. Do outro lado da margem está o distrito de Podgorze, por lá estão a Praça de Bohaterów e a Fábrica de Schindler.


Podgorze

O bairro de Podgorze foi a região escolhida para abrigar cerca de 17 mil judeus em um espaço designado para um pouco mais de 3 mil habitantes – o chamado Gueto Judaico de Cracóvia. Algumas atrações para você visitar nessa área em uma viagem a Cracóvia são:

  • Praça Bohaterów – Conhecida também como a Praça dos Heróis, uma homenagem do diretor cinematográfico Roman Polanski. Na praça estão esculturas de 15 cadeiras de bronze que representam o momento quando guardas alemães expulsavam os judeus de suas casas (já no gueto), os enviando para os campos de concentração. Aliás, o diretor morou quando criança em Cracóvia e ficou um tempo de sua vida preso no gueto. 
  • Farmácia da Águia – A única farmácia que funcionava dentro do gueto de Cracóvia. Quando os alemães demarcaram o local do gueto, a população que ocupava Podgorze foi convidada a se retirar. No entanto, o dono dessa farmácia, o polonês Tadeusz Pankiewicz, decidiu permanecer. A farmácia então, se tornou um lugar importantíssimo, pois no local, os moradores do gueto conseguiam medicamentos e contavam, inclusive, com a ajuda de Tadeusz para fugir. Posteriormente, em 1983, o dono da Farmácia da Águia foi reconhecido como um cidadão “justo entre as nações”. Atualmente, um museu repleto de fragmentos daquele período funciona nas instalações. 
  • Fragmentos do muro – Vestígios dos muros altos de cercavam o gueto ainda podem ser vistos em algumas partes de Podgorze. Isso ocorre nas ruas Lwowska 25-27 e Limanowskiego 62.

A Fábrica de Schindler

Ainda em Podgorze, próximo da Praça dos Heróis, está outro local de extrema importância na época turbulenta do regime nazista na Polônia – a Fábrica de Schindler. Oskar Schindler, dono do local, é considerado outro herói do Holocausto, visto que salvou mais de 1.200 pessoas dos campos de extermínio. 

Primeiramente, vale ressaltar que Oskar Schindler, membro do Partido Nazista, tinha uma ótimo relacionamento com altas patentes do exército alemão. Ele era um homem de negócios e buscava oportunidades que trouxessem benefícios nas suas atividades, por isso, a associação ao partido nazi. Além disso, quando chegou a Cracóvia, seu intuito era aproveitar a mão de obra barata proveniente dos judeus. Entretanto, ele e sua esposa Emilie decidiram ajudar os milhares de judeus que lá trabalhavam. 

A Fábrica de Schindler ficou conhecida mundialmente através da produção do filme do diretor Steven Spielberg “A Lista de Schindler” – lançado em 1993. Inclusive, cenas da obra foram filmadas em Cracóvia, mais precisamente no bairro de Kazimierz. Aliás, isso fez com que o bairro passasse por uma revitalização, o tornando mais popular. Dessa forma, pode-se afirmar que o filme foi um impulso para essa reestruturação.

Hoje em dia, no local da fábrica funciona um museu – Muzeum Schindlera – riquíssimo em detalhes, que conta a história da Cracóvia sob a ocupação nazista. Essa exposição permanente se chama “Cracóvia sob a Ocupação Nazi entre 1939 e 1945”. Objetos, cartazes, filmes e outras informações constituem a exibição.

Castelo de Wawel

Juntamente com o Centro Histórico de Cracóvia, o Castelo de Wawel é uma das atrações mais interessantes para conhecer na cidade. O local, no topo da Colina de Wawel, é na verdade um complexo com uma catedral, museus, palácios e até mesmo uma gruta com túneis subterrâneos. Você pode planejar sua visita de acordo com seu interesse, pois cada atração possui ingressos vendidos separadamente. Por isso, veja abaixo quais espaços estão abertos para visitação. 

O que conhecer no complexo do Castelo de Wawel:

  • Catedral de Wawel (Katedra Wawelska) – uma das construções sagradas mais importantes do país. Por lá vale visitar: a Capela de Sigismundo, o Mausoléu de São Estanislau (padroeiro da Polônia), a Cripta e o Sino de Sigismundo – basta subir a torre de mesmo nome e você verá o sino, que data de 1520 e que ainda pode ser escutado em alguns momentos. 
  • Museu Catedralício João Paulo II – inaugurado em 1978, o museu, que tem o nome do Papa João Paulo II (Karol Wojtyla) conta com uma exposição focada em artefatos e outros objetos de cunho religioso.
  • Caverna do Dragão – a lenda do Dragão de Wawel, conhecida em toda a cidade, conta que um dragão vivia na gruta da Colina de Wawel e devorava as pessoas que chegavam lá perto. Para você conhecer a moradia desse dragão, deve descer 21 metros de profundidade e percorrer túneis de 270 metros que desembocam nas margens do Rio Vístula. 
  • Palácio Real – a primeira residência dos reis poloneses. O local merece uma maior atenção, pois diversas outras atrações estão presentes por lá. E novamente, você pode escolher o que deseja visitar e adquirir ingressos para cada uma delas. 

Castelo de Wawel: Palácio Real

O Palácio Real ainda se divide em outras cinco exposições. Essas, também estão disponíveis para conhecer de forma separada, escolhida por você.

  • Wawel Perdido – a exibição mostra Wawel na época da Idade Média.
  • Apartamentos Reais – onde viveram diferentes monarcas poloneses. Você pode visitar os apartamentos com guias que falam inglês ou polaco.
  • Salas de Estado – a principal exposição do Castelo de Wawel. Por lá você encontra pinturas e objetos italianos que remontam o século 16.
  • O Tesouro da Coroa e o Arsenal – nessa apresentação estão peças importantes do Tesouro da Coroa, como espadas, armaduras e armas de guerra. Além delas, estão expostas também, pedras preciosas. 
  • Museu de Arte Oriental – artigos de arte oriental como tapetes, cerâmicas chinesas e porcelanas japonesas compõem a mostra. 

Você precisará se organizar e dedicar um tempo para conhecer as principais edificações do Castelo de Wawel – que está a apenas 10 minutos do Centro Histórico de Cracóvia. Por isso, destine, pelo menos, uma manhã para explorar a região. Por fim, lá do alto da Colina de Wawel, você experimenta uma bela vista da cidade e do Rio Vístula!

Minas de Sal Wieliczka

Nas proximidades de Cracóvia está um dos programas mais interessantes e diferentes para se fazer por lá, as Minas de Sal Wieliczka. Funcionou desde o século 13 até o ano de 2007 na extração de sal. Já em 1978 ganhou o título de Patrimônio Mundial pela UNESCO.

No total, apenas 2% da mina é aberta aos turistas. São 327 metros de profundidade divididos em nove andares e mais de 245 quilômetros de galerias subterrâneas. Nas profundezas da mina você encontra capelas e lagos de sal, câmaras e figuras esculpidas que contam a história desde os primórdios de Wieliczka. 

Como visitar as Minas de Sal de Wieliczka

É possível ir por conta própria utilizando o transporte público, já que são apenas 14 quilômetros do centro de Cracóvia. No entanto, se preferir, você pode contratar um tour. Existem dois tipos de tour para visitação: a Rota Turística e a Rota dos Mineiros

A Rota Turística percorre 3,5 quilômetros e nela, você visita 22 galerias. O início do passeio se dá pela descida de 378 degraus até a entrada dos túneis. Nessa rota você conhece mais sobre a história, as ferramentas e máquinas utilizadas e, ainda, os antigos métodos de extração de sal utilizados no passado. 

O ponto alto da visitação é a Capela de St. Kinga, que está a 100 metros do nível do solo e é feita toda de sal. Fato interessante é que na capela é possível realizar cerimônias como casamentos, batizados e concertos. Realmente impressionante! O passeio tem 2h30min de duração e você atinge no máximo 135 metros de profundidade.

A Rota dos Mineiros conta com 1,9 quilômetros de percurso em 3h de duração e você atinge, no máximo, 101 metros de profundidade. Você passa por labirintos de sal subterrâneos e explora câmaras rústicas repletas de mistério. Além disso, há algumas tarefas durante o passeio, como procurar sal e testar o ar na mina. Em resumo, você conhece o trabalho prático de um mineiro em Wieliczka.

Campo de Concentração de Auschwitz

Um dos lugares mais tristes que você vai conhecer. Palco de verdadeiros horrores prestados à humanidade, o Campo de Concentração de Auschwitz foi um complexo de campos nazistas localizados na cidade de Oświęcim, ao sul da Polônia. Desde 1947 o local funciona como memorial e museu, para que jamais se esqueça da história de terror ocorrida por lá.

Tudo começou quando a Polônia, tomada por tropas nazistas em 1939, se transformou em um cenário de medo, tristeza e pavor. Auschwitz foi liderado pelo Terceiro Reich alemão e funcionou até o ano de 1945 como um local de extermínio em massa. 

Isso tudo aconteceu, pois os alemães, comandados por Adolf Hitler pretendiam extinguir qualquer raça considerada – por eles – como não pura. O regime nazi promovia a limpeza racial e a predominância da raça ariana. Um verdadeiro horror!

História sobre o Campo de Auschwitz 

Foi o sétimo campo instituído pelos nazistas e era considerado o maior de todos. O complexo de Auschwitz constituía-se pelo campo principal (Auschwitz I), pelo campo de extermínio de Birkenau (Auschwitz II) e por outros campos menores de trabalho, como o de Buna e Monowitz.

Os membros da SS (Schutzstaffel) faziam parte da segurança e de cargos mais elevados dentro de Auschwitz. Sendo assim, em 1942 havia 2 mil guardas nos campos, já no ano de 1944, contabilizava-se mais de 4 mil funcionários da SS nos campos de Auschwitz.

Mais de 5 milhões de pessoas foram deportadas aos campos de Auschwitz-Birkenau (entre 1939 e 1944), mas apenas uma parcela mínima sobreviveu. Entretanto, esse número não é exato, pois milhares dos novos prisioneiros que chegavam ao local não eram nem registrados, mas sim, enviados direto às câmaras de gás

Vida no campo de concentração

A vida em Auschwitz não era fácil. Aliás, afirmo em dizer que não se pode chamar de “vida” o que os prisioneiros passavam tentando sobreviver em Auschwitz. As pessoas que lá chegavam, tinham todos os pelos do corpo raspados, nomes trocados por números tatuados e pertences confiscados. Além disso tudo, o uso obrigatório de estrelas amarelas no peito, identificavam os judeus. 

Dessa forma, as condições diárias de sobrevivência no campo eram desumanas, para dizer o mínimo. Alimentação e cuidados básicos de higiene, por exemplo, eram escassos e mais de 500 pessoas se amontoavam em barracões com 40 beliches e piso de terra.

Para se ter uma ideia, muitas delas morriam de frio mesmo, já que os uniformes eram finos e via-se prisioneiros sem sapatos em pleno inverno rigoroso da Polônia. Também ocorriam mortes por desidratação e doenças que se alastravam entre os prisioneiros, como tifo. 

Fora as condições quase inexistentes, logo na chegada ao campo de Auschwitz II-Birkenau, o prisioneiro passava por uma seleção, que definia se ele estava apto ao trabalho. Se a pessoa não passasse nessa avaliação, ia direto para as câmaras de gás. Esse era o destino imediato de muitos idosos, mulheres e crianças .

Os judeus foram os mais afetados pelo regime totalitário nazista, pois estima-se que 90% das pessoas que perderam suas vidas nos campos, eram judias. Além deles, ciganos, homossexuais, pessoas com deficiência ou qualquer opositor aos ideais do governo, também viraram prisioneiros dos campos de extermínio. 

A libertação

A libertação dos prisioneiros ocorreu em 27 de janeiro de 1945. Quando o Exército Soviético chegou em Auschwitz, os militares encontraram cerca de sete mil sobreviventes em péssimo estado de saúde. 

A SS, antes de retirar seus oficiais do campo, limpou todos os vestígios possíveis. Isso inclui não só a maioria dos documentos e registros escritos, mas também explodiram os barracões utilizados como dormitórios, as câmaras de gás e os crematórios.

Por fim, em 1946 as autoridades soviéticas entregaram o antigo campo ao governo polonês. Posteriormente, em 1947 fundou-se o memorial Museu Estatal de Auschwitz II-Birkenau. Já em 1979, o local se tornou Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Como visitar o Campo de Concentração de Auschwitz

A cidade de Oświęcim, onde ficam os campos de Concentração de Auschwitz e Auschwitz II-Birkenau fica a 67 quilômetros de Cracóvia. O ideal é dedicar um dia inteiro para o passeio, que começa de manhã cedo. O museu abre às 8h da manhã e seu horário de fechamento varia de acordo com as estações e meses do ano. No verão (junho a agosto), por exemplo, funciona até às 19h, já em dezembro, as atividades se encerram às 14h.

Você pode conhecer o campo por conta própria, sem guia. Nessa modalidade, você não paga nada. No entanto, para isso, deve-se entrar no local até às 10h da manhã. Após esse horário, apenas visitas com guias são permitidas. E para essas visitas, você deve comprar ingresso antecipadamente pela internet. Acesse o site oficial para mais informações.

Para um melhor aproveitamento do passeio, é necessário pelo menos três horas de visitação. Inclusive, você pode selecionar a duração do tour no momento de comprar o ingresso. 

Para chegar em Oświęcim basta pegar um ônibus na estação Cracóvia MDA, eles saem de hora em hora e custam barato. Já dentro do complexo de Auschwitz, o trajeto entre o campo Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau, que tem 3 quilômetros de distância, é gratuito e feito com um ônibus específico.

Por fim, você precisa estar ciente de que conhecer um campo de concentração não é para qualquer um. Estar em um local que foi palco de atrocidades à humanidade é extremamente triste. Os dados são chocantes e algumas imagens expostas no local, juntamente com a história relatada, torna o passeio pesado. Porém, mesmo assim, vale a pena conhecer Auschwitz. O que aconteceu naquele local não pode jamais ser esquecido.

Qual a melhor época para visitar Cracóvia?

Cracóvia possui estações climáticas bem definidas com temperaturas que variam dos graus negativos ao calor de 35 graus no auge do verão. O inverno na Polônia é lindo, porém gelado! Você se depara com paisagens branquinhas de neve, mas ao mesmo tempo muito frias. O que pode ser um problema para os programas ao ar livre. 

A sugestão é que você organize sua viagem para a cidade durante as temperaturas mais elevadas, que variam de abril a setembro. Eu ainda indico viajar no outono ou na primavera, pois assim, evita-se a alta temporada (verão) que acontece em julho e agosto, basicamente. Portanto, priorize viajar nos seguintes meses: maio, junho, setembro ou ainda, até metade de outubro.

Concerto na Igreja de São Pedro e São Paulo em Cracóvia na Polônia
Daniela Moreira
Sou a Daniela e sou uma apaixonada por viagens! Viajo desde pequena, já morei fora duas vezes e hoje crio conteúdo relacionado a esse tema. Como sempre gostei do assunto e de planejar roteiros personalizados criei O Mapa da Viagem - onde relato as minhas experiências pelo mundo e também falo sobre outros destinos. Enquanto ainda precisamos ficar em casa, que possamos ao menos, sonhar com a nossa próxima viagem.

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Apesar de conhecer várias partes do mundo, a grande paixão do Daniel Ribeiro ainda é a Europa. Ele fundou o GoEuropa com a intenção de inspirar e ajudar mais pessoas a fazerem viagens incríveis, ensinando que gastar menos pode trazer as melhores e mais autênticas experiências no velho continente.
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